Moeda do futuro: a maga da tokenização
Huang iniciou sua apresentação com o conceito fundamental de token. Neste ano, os tokens passaram a ser os “átomos” da economia global — uma unidade de significado gerada pela IA. A Nvidia redefiniu sua lógica de produção. Huang destacou que a eficiência da civilização moderna já não é medida em barris de petróleo, mas na quantidade de tokens gerados por watt de energia consumida. Em uma enorme tela atrás dele, bilhões de partículas luminosas se agrupavam para formar estruturas complexas, visualizando o fluxo invisível de dados que agora permeia todos os aspectos dos negócios e da vida cotidiana.
Vera Rubin: potência exponencial
O destaque da apresentação foi a arquitetura Vera Rubin, nomeada em homenagem à lendária astrônoma. Huang exibiu um gráfico que silenciou a plateia: nos últimos dez anos, o desempenho computacional da Nvidia aumentou 40 milhões de vezes. Vera Rubin não é apenas uma nova GPU; representa um salto quântico no treinamento de modelos de próxima geração. A nova plataforma permite treinar modelos de IA com quatro vezes menos recursos em comparação com a Blackwell, além de reduzir o custo por token gerado em até 90%.
Mente orbital: IA além da Terra
Huang anunciou oficialmente a expansão da Nvidia para além da atmosfera. O módulo espacial Vera Rubin é o primeiro chip especializado para data centers orbitais (ODC). Em parceria com a SpaceX, Axiom Space e Kepler Communications, a empresa iniciou a implantação de capacidade computacional no espaço. Essa solução resolve dois dos principais desafios enfrentados pelos sistemas terrestres: a limitação de energia e as dificuldades de resfriamento. O vácuo e a energia solar praticamente ilimitada tornam a órbita um ambiente ideal para “fábricas de IA”. O módulo espacial oferece até 25 vezes mais capacidade de inferência em comparação com o H100.
O negócio do século: inferência acelerada com Groq
O anúncio da integração das tecnologias da Groq, após um acordo de US$ 20 bilhões, respondeu às críticas sobre o desempenho relativamente limitado das GPUs em tarefas de inferência. A nova LPU Groq 3 (Language Processing Unit) não compete com a Vera Rubin, mas a complementa.
Em conjunto, essas tecnologias oferecem ganhos significativos de eficiência: um aumento de até 35 vezes no número de tokens por watt em comparação com sistemas anteriores. Essa solução está direcionada à chamada “economia da inferência”, na qual a geração de receita não depende do treinamento, mas do processamento de bilhões de respostas em tempo real para os usuários.
NemoClaw: a era dos agentes autônomos
O mundo dos chatbots foi oficialmente declarado ultrapassado. Huang apresentou o NemoClaw, uma plataforma para a criação de agentes de IA autônomos, ou “claws”. Para demonstrar o potencial do sistema, Jensen Huang exibiu um avatar com grandes garras de caranguejo que replicavam seus movimentos em tempo real. A plateia reagiu com humor, mas a mensagem era clara: a Nvidia está criando um sistema operacional para IA pessoal.
O NemoClaw permite que empresas implementem agentes capazes de tomar decisões de forma autônoma, gerenciar arquivos e interagir com outros sistemas em um ambiente seguro.
Mapa de IA soberana: a geopolítica do código
A parte geopolítica da apresentação trouxe um momento de tensão. Em uma grande tela, Huang revelou o mapa de IA soberana, mostrando os países que estão desenvolvendo infraestrutura nacional de inteligência artificial com base nas soluções da Nvidia.
As regiões destacadas da Europa, Índia, Japão e Oriente Médio contrastavam fortemente com uma grande área em cinza representando a Rússia. Isso não foi coincidência: Huang afirmou diretamente que os dados são um recurso estratégico nacional e que cada país deve possuir sua própria “soberania intelectual”.
Robô Olaf: empatia digitalizada
A demonstração técnica culminou com a aparição do robô Olaf, desenvolvido em parceria com a Disney Imagineering. O boneco de neve de Frozen não apenas caminhava, como também demonstrava um novo nível de inteligência física.
Olaf aprendeu a se equilibrar em superfícies instáveis em apenas algumas horas de simulação no ambiente Omniverse, utilizando algoritmos de aprendizado por reforço profundo. Jensen Huang destacou que os robôs da Nvidia, como o Isaac, não são mecanismos frios, mas sistemas capazes de aprender e interagir.
Final ao redor da fogueira: IA com rosto humano
A apresentação terminou de forma inesperada, com uma cena acolhedora. Um vídeo mostrou Jensen e um grupo de diferentes robôs sentados ao redor de uma fogueira virtual. Os robôs faziam piadas sobre tokens, discutiam código open source e cantavam uma música country sobre a conferência.
O principal slogan do encerramento foi: “Não estamos construindo Exterminadores. Estamos construindo amigos.” Com esse gesto, Huang buscou aliviar as preocupações globais sobre uma possível revolta das máquinas. Ele posicionou a IA como uma companheira destinada a expandir as capacidades humanas, e não substituí-las.
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